A produção de café orgânico vem demonstrando ótima oportunidade para atuação de pequenos produtores, de forma responsável, e com produtos valorizados pelo consumidor final.
Ao optar pela transição – mudança do sistema de produção convencional para orgânico – o produtor deve se preocupar com as questões técnicas e educativas, além de questões normativas e de mercado, que está intimamente ligada ao processo de certificação.
No ano de 2017 a COOMAP iniciou projeto piloto de implantação e conversão de cafés como grupo de produtores.
A primeira ação do projeto foi convidar grupo de produtores, que manifestaram interesse em trabalhar ou possuía curiosidade em conhecer o
mundo da produção orgânica.
A etapa seguinte foi a participação de uma atividade de campo no município de Poço Fundo, em uma propriedade já orgânica. A visita visava sanar
as dúvidas sobre produção de cafés na ótica do orgânico, as experiências de produtor dentro do sistema, os pontos positivos e negativos encontrados ao logo dos anos nesse município.
Posteriormente iniciou-se o processo de transição dos cafés junto ao IBD Certificações, que tem como filosofia o compromisso com a Terra e
o com o Homem, assegurando o respeito ao meio ambiente, boas condições de trabalho e produtos altamente confiáveis.
No ano de 2017 os departamentos técnico e certificação empenharam em buscar tecnologias de insumos para serem utilizados no projeto,
destacando a farinha de carne e osso que libera gradual e constantemente vários nutrientes para café, como o nitrogênio, por exemplo. Os benefícios, não param por aí. Esta farinha ajuda a manter e melhorar o equilíbrio de microrganismos úteis ao solo e possibilita o controle de diversos nematoides, através do aumento de fungos inimigos desse tipo de parasitas. “Trata-se de um controle biológico”. A farinha de carne e ossos é o principal fertilizante orgânico, fonte de fósforo – elemento absorvido pelas raízes das plantas e determinante para o aumento da produtividade das culturas.
Outra atividade de sucesso foi a implantação de armadilhas de garrafa Pet vermelha contendo compostos voláteis alcoólicos atrativos no controle massal da broca do café Hypothenemus hampei – uma praga que provoca perdas consideráveis nas lavouras cafeeiras. O resultado da iniciativa
foi considerado excelente pelo técnico responsável pelo café orgânico da COOMAP, Edimar Moreira, considerando que os cooperados resolveram
utilizar a experiência das lavouras orgânicas nas de café convencionais e obtiveram bons resultados. Para ele, “os benefícios com a utilização dessa armadilha são valiosos: proteção do cafezal, proteção à saúde dos agricultores e consumidores e do meio ambiente, pois não deixa resíduos
que coloquem em risco a segurança alimentar. E ainda, não podemos esquecer a parte econômica dessa tecnologia, pois o ataque da broca diminui,
freia a queda dos frutos que ganha mais peso e melhora a qualidade da bebida do café, além do menor custo por hectare”.
Os produtores estão realizando também a implantação de cafés com a variedade Arara, apresentando alta produtividade, alta tolerância à seca, bebida de boa qualidade e ciclo de maturação dos frutos tardio, além de ser resistente à principal doença do café: a ferrugem, principal empecilho da
produção orgânica dos cafés atualmente.
A cafeicultura orgânica traduz um sistema de produção que promove a saúde dos solos, ecossistemas e pessoas. Tem como base processos ecológicos, biodiversidade e ciclos adaptados às condições locais em alternativa ao uso de insumos com efeitos adversos.
E assim, combina tradição, inovação e ciência a ser benéfica para o ambiente compartilhado, promovendo relacionamentos justos e uma boa qualidade de vida a todos os envolvidos.
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